Inflação: entenda como está o comportamento dos índices e proteja seu negócio!

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Neste artigo, entenda o efeito do aumento de juros no comércio e no custo de vida do brasileiro.

É bem provável que, neste ano, algum conhecido ou parente nosso tenha nos dito a seguinte frase: “Não consigo mais comprar o que comprava antes com o meu salário”. Isso é verdade, em um país que, apenas nos 12 últimos meses, apresentou quase 11% de inflação. E este valor é da média, pois alguns itens essenciais subiram mais do que este valor. Alimentos subiram 11,71%; frangos e ovos, 28,92%; combustíveis, 31,52%; e habitação, 14,77% – todos em um ano. Até os serviços de streaming, tão usados hoje em dia, subiram 16,5% no período entre novembro do ano passado e outubro deste ano.

Assim, o poder de compra da população, considerando que a barganha dos trabalhadores é muito baixa num mercado de trabalho bastante debilitado, já começa a cair sensivelmente. Isso já começa a ser percebido nos dados de outubro, na divulgação da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O comunicado do instituto foi o seguinte:

“Neste último [dado], de setembro de 2021, o fator determinante é a inflação. Isso fica claro quando comparamos a queda de 1,3% no volume e a variação de -0,2% na receita, estável. O componente que joga o volume para baixo é a inflação. As mercadorias subiram de preço”.

Portanto, a segunda queda seguida do indicador geral do comércio, em setembro – com baixa de 1,3% – foi forçado, em boa parte, pelo aumento do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que continua acelerando.

As reduções em comparação a setembro de 2020 são ainda mais dramáticas: 22,6% em móveis e eletrodomésticos, e -14,8% em equipamentos e material para escritório. Este movimento indica que as pessoas estão comprando mais itens básicos, sobrando menos para gastar com itens considerados não essenciais.

Além disso, o aumento da inflação ainda tem um efeito indireto: como o Banco Central (Bacen) é obrigado a aumentar os juros básicos para combater esse aumento, a população começa a sentir o crédito mais caro na ponta do consumo; já estamos vendo os saldos de crédito se estabilizando, e novas concessões diminuindo.

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) apontou, na Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), que, considerando a capital paulista, o número de endividados bateu novo recorde em outubro: 2,84 milhões, representando 71,3% do total dos lares. É a 11ª elevação consecutiva. Para se ter uma ideia, em setembro, este número era de 69,2%

Portanto, o aumento de juros terá como efeito não apenas a diminuição das compras no comércio (diretamente pelo encarecimento do crédito), mas também porque o custo das dívidas deve aumentar, diminuindo a renda disponível para consumo.

Em suma, a sensação de otimismo – que, antes, era atribuída à reabertura dos estabelecimentos e ao aumento da vacinação – está restrita apenas ao fim de 2021, em razão do décimo terceiro e da poupança, acumulada na pandemia. O cenário não mostra 2022 muito promissor para o setor, o qual terá de conviver com inflação mais alta, juros mais elevados, endividamento e maior concorrência com o setor de serviços, principalmente o turismo. Assim como em outras variáveis do sistema econômico, o comércio começa a se inquietar para o ano que vem.

Fonte: Contábeis

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Cada vez mais, a inclusão desse perfil é vista como passo crucial para que empresas acessem o consumidor maduro

Estimado em pelo menos US$ 15 trilhões, a economia prateada é um imenso mercado de produtos e serviços para pessoas com mais de 50 anos, que têm necessidades próprias e dinheiro para gastar no objetivo de viver o fim da vida com qualidade e satisfação.

Embora por vezes negligenciado, este é um segmento com grande prevalência de consumidores de média e alta rendas, já estabilizados financeiramente, geralmente com patrimônio acumulado, capacidade de pagamento e que, com o fenômeno do envelhecimento global, tende a se tornar cada vez mais relevante para qualquer economia.

Se pouco a pouco esse público consumidor está cada vez mais presente na publicidade, o avanço do debate sobre diversidade e inclusão acabou por dar visibilidade a ele também dentro das empresas. A inclusão de profissionais 50+, se ainda não é uma realidade plena, certamente já é considerada como um objetivo das estratégias de inclusão de muitas organizações, junto com mulheres, LGBTI+, pessoas negras, com deficiências e representantes de outros grupos minorizados.

Cada vez mais, a inclusão de profissionais 50+ é vista como passo crucial para que empresas acessem o consumidor maduro, pois ter pessoas nessa faixa etária em posições operacionais, medianas e de decisão é essencial para que a organização compreenda as especificidades da economia prateada e as oportunidades a ela inerentes.

Mesmo assim, ainda há um longo caminho a percorrer até que possamos dizer que os mais velhos estão incluídos nas organizações empresariais. Na nossa sociedade, ainda é muito forte o preconceito contra gerações mais velhas (o etarismo), que impede o acesso de profissionais experientes, capacitados e atualizados ao mercado de trabalho.

Esse preconceito se expressa em crenças como a suposta falta de familiaridade dos mais velhos com a tecnologia, a menor adaptabilidade, menor produtividade, menor disposição ao aprendizado, seu custo alto, entre outras justificativas que acabam tirando este público de seleções sem que suas competências sejam sequer analisadas.

A inclusão de pessoas 50+ passa, portanto, pela desconstrução do etarismo presente nos processos de contratação, promoção e concessão de oportunidades, a começar por uma revisão profunda da seleção para avaliar em que momentos ela é excludente.

Já no anúncio das vagas, é preciso cuidado para evitar expressões restritivas de gênero, aparência, idade, estado civil ou de outra natureza. O processo também precisa ser revisto para que considere apenas os requisitos realmente necessários à posição.

Em pouquíssimos casos, a idade importa ao desempenho da função, assim como o inglês fluente, determinado tipo de formação, CEP ou escolas específicas, critérios estes geralmente estipulados com base em vieses e crença de que esses requisitos podem já selecionar candidatos mais bem preparados.

Na maioria dos casos, é melhor utilizar uma combinação de ferramentas, como recrutamento às cegas, alguns recursos de inteligência artificial, a inclusão de decisores neutros na contratação e processos com critérios objetivos, associadas à cautela e ao esforço por buscar “desenviesar” a lente e a decisão do recrutador.

Fonte: Administradores

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