Golpes no PIX: conheça as novas ações que o Banco Central está buscando realizar para evitá-los!

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O Pix se tornou uma nova forma dos criminosos aplicarem golpes e obterem recursos das vítimas.

Com a popularização do Pix, bancos e fintechs discutem com o Banco Central (BC) a adoção de medidas adicionais de segurança para tentar frear o aumento dos golpes na modalidade e mitigar riscos para clientes e instituições.

Entre as propostas em debate estão a definição do limite original de transação pelos próprios bancos, maior rigor na abertura de contas e ampliação da troca de informações sobre o nível de risco de determinados CPFs.

Pix

No fim de maio, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, voltou a explicitar a preocupação com o Pix.

Em audiência na Câmara dos Deputados, ele afirmou que, mesmo com todas as medidas de segurança já tomadas, as fraudes continuam ocorrendo e a autoridade monetária quer coibir as chamadas “contas laranjas” – quando alguém abre uma conta utilizando documentos de outra pessoa ou um indivíduo empresta sua conta para um fraudador.

“Uma das coisas que a gente está fazendo é apertando o máximo possível para que os bancos não tenham capacidade de ser hospedeiros de conta laranja ou conta intermediária. Inclusive, a gente vai começar a fazer um processo onde os bancos serão responsabilizados se for feita uma fraude de Pix e eles tiverem uma conta laranja”, disse Campos Neto.

No ano passado, ele já havia dito que o BC estudava mudanças nas regulações para abertura de contas em fintechs e bancos digitais. Na ocasião, afirmou que os grandes bancos tinham um sistema mais lento, porém mais sofisticado.

“Custa mais caro, é mais lento, mas é mais seguro para o cliente. A gente vê que tem um número de contas laranjas que são abertas, que estão  mais relacionadas a essas plataformas onde o processo de abertura é mais fácil.”

Golpes com o Pix

O crescimento exponencial do Pix ilustra também o potencial de risco oferecido pelos golpes na modalidade. Em maio, já eram 128,7 milhões de usuários cadastrados e 454,5 milhões de chaves.

Segundo os dados comparativos mais recentes do BC, no último trimestre de 2021, foram realizadas mais transações via pagamento instantâneo no país (3,89 bilhões) do que por meio do cartão de débito (3,85 bilhões) ou de crédito (3,73 bilhões). Não há um levantamento oficial sobre os golpes com Pix, até porque, na tipificação usada pela Polícia Civil na maioria das vezes eles entram como “extorsão”, junto com diversos outros tipos de crimes parecidos.

Ainda assim, o delegado do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) André Junji diz que, empiricamente, é possível perceber que aumentou a incidência de golpes envolvendo a modalidade.

“Infelizmente, aumentou sim. É uma facilidade que foi criada para a população, mas se tornou uma nova forma de os criminosos obterem recursos. O dinheiro cai na hora na conta e, assim que isso acontece, já tem alguém lá na outra ponta esperando para tirar.”

Ele diz que a polícia tem feito sua parte, investigando os crimes, mas que muitas vezes quando se chega ao laranja é difícil obter informações que levem até o verdadeiro criminoso.

Fonte: Contábeis

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Dicas que vão ajudar sua pequena empresa a estar mais segura no mundo digital

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15 dicas de cibersegurança para pequenas empresas

A transformação digital mudou a maneira como a sociedade compra e vende, e ajudou as pequenas empresas a alcançarem novos clientes e a ganhar eficiência e produtividade.

Ao mesmo tempo, os clientes estão percebendo que comprar digitalmente é mais conveniente do que comprar em lojas físicas.

Desde o início da pandemia, o e-commerce cresceu mais de 50% e os pagamentos de pessoa a pessoa dobraram, de acordo com um levantamento realizado pela Visa.

Mas esse crescimento nos pagamentos digitais teve um custo: os ataques cibernéticos sofisticados aumentaram. Mais de 80% das empresas globais registraram um aumento nas ameaças cibernéticas durante a pandemia, especialmente em épocas de pico, como natal e Black Friday.

Para poder enfrentar essas ameaças e adotar uma estratégia com o objetivo de proteger os negócios, funcionários e clientes, confira 15 dicas essenciais:

  • Mantenha seu dinheiro seguro: o online banking pode ser uma maneira segura e conveniente de gerenciar as finanças da empresa, mas não deixe de manter sua conta privada e segura tomando precauções extras.
  • Use senhas exclusivas e fortes: crie uma senha exclusiva para cada conta empresarial, distinta de sua senha pessoal. É recomendável mesclar números, letras maiúsculas e minúsculas e não salvar os dados de login no banco online ou no aplicativo móvel.
  • Evite acessar suas contas comerciais usando redes Wi-Fi públicas: fazer login em suas contas usando uma rede Wi-Fi pública pode expor sua empresa a atividades criminosas. Verifique se a rede Wi-Fi do seu local de trabalho é segura e invisível para usuários não autorizados. O nome do roteador não deve ser mostrado  externamente e o acesso deve ser protegido por senha.
  • Escolha dois fatores de autenticação: essa medida de segurança exige uma etapa extra além da senha para acessar a conta, como receber um código de segurança via celular ou e-mail para conseguir acessar a conta por meio de um dispositivo não reconhecido. Veja se seu banco disponibiliza esse serviço ou baixe um aplicativo de autenticação gratuito.
  • Cuidado com e-mails suspeitos: você pode receber e-mails maliciosos que parecem vir do seu banco ou de uma empresa confiável. Nesses e-mails forjados, os criminosos podem pedir para você acessar sua conta (por meio de uma página web idêntica à do seu banco) ou para reenviar informações comerciais que eles usarão posteriormente para acessar sua conta e roubar seu dinheiro. Acesse sempre a página do verdadeiro remetente para evitar enviar informações via e-mail.
  • Instale um software antivírus e atualize-o constantemente: o software antivírus do seu computador deve estar sempre atualizado e configurado para fazer varreduras regularmente. Troque as senhas se detectar um vírus.
  • Treine seus funcionários em cibersegurança: implemente um protocolo de segurança para os funcionários, como o uso de senhas fortes, autenticação de dois fatores, adoção de diretrizes de uso da internet e aplicação de possíveis penalidades quando as políticas da empresa forem descumpridas. É essencial que eles sejam treinados para detectar possíveis roubos de identidade.
  • Proteja o acesso aos computadores da empresa: bloqueie os notebooks quando eles não estiverem sendo usados; além disso, cada funcionário deve ter um nome de usuário e uma senha segura e exclusiva. Seja criterioso ao conferir privilégios administrativos e não permita que um funcionário tenha acesso a todos os sistemas de dados ou permissão para instalar todos os softwares.
  • Habilite o firewall do seu sistema operacional: o firewall impede que pessoas de fora acessem dados em uma rede privada. Se os seus funcionários trabalham de casa, certifique-se de que os computadores que eles usam estão protegidos por um firewall.
  • Proteja os dispositivos móveis da empresa: exija que seus funcionários usem uma senha de proteção nos dispositivos e instalem aplicativos de segurança para impedir que criminosos roubem informações enquanto o celular estiver usando redes públicas. Tenha procedimentos para a comunicação de perda e roubo de equipamentos.
  • Faça backup dos dados da empresa: faça backup de dados regularmente em todos os computadores, de forma automática ou no mínimo uma vez por semana. Armazene todos os documentos financeiros e comerciais essenciais na nuvem ou em um disco rígido externo, mantido fora da empresa.
  • Evite fraudes de pagamento: isole seus sistemas de pagamento de programas que possam ser menos seguros e que não usem o mesmo computador que você usa ao navegar na internet para processar pagamentos. Ao configurar a aceitação de pagamento, informe-se com seu banco sobre os serviços antifraude disponíveis, como o código CVV (os 3 ou 4 dígitos no verso do cartão) e a pontuação de risco nas transações.

O serviço de autorização avançada da Visa, por exemplo, usa dados em tempo real para prever fraudes, e evitou a perda de cerca de US$ 26 bilhões com fraudes em 2021. Importante destacar o papel do 3DS 2.0, protocolo que estabelece um fluxo de comunicação entre a indústria de pagamentos e os estabelecimentos comerciais para que a aprovação da transação online seja ainda mais assertiva e segura, sem impactar a experiência do consumidor durante a compra.

  • Aceite pagamentos tokenizados: as transações tokenizadas, como as do Apple Pay, Google Pay e Samsung Pay, conseguiram reduzir fraudes e evitar a exposição dos números dos cartões ao substituí-los por tokens exclusivos. A tokenização aumentou em 2,5% os índices de aprovação de transações e reduziu em 28% os índices de fraude. Busquem com seus emissores parceiros como ter acesso a essa tecnologia.
  • Proteja os dados do consumidor: é fundamental que você proteja os dados do consumidor ao aceitar pagamentos digitais, especialmente quando a maioria das atividades financeiras ocorre na nuvem. Converse com seu provedor de aceitação de pagamento sobre serviços de proteção ao consumidor. Por exemplo, o Cloud Token Framework da Visa ajuda a melhorar a segurança e a aumentar os índices de aprovação de transações digitais em diferentes experiências e dispositivos de pagamento.
  • Reduza os riscos de pagamentos através de controle de transações: se você tem um cartão de crédito comercial, veja se o banco que o emitiu oferece plataformas que permitem o  controle de despesas e do uso do cartão, como os Controles de Pagamento da Visa, que são particularmente úteis quando os funcionários usam o cartão para pagar despesas comerciais. Monitore cuidadosamente as finanças e as despesas do seu negócio para protegê-lo de fraudes e roubos internos.

Fonte: Contábeis

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